Infecção hospitalar e os cuidados ao paciente

Medidas simples como higienização das mãos e do ambiente podem salvar vidas

Segundo a Associação Nacional de Biossegurança (ANBio), as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), ou somente infecções hospitalares, são responsáveis por mais de 100 mil mortes no Brasil. A taxa elevada de óbitos preocupa hospitais da rede pública e privada no país e é por isso que são realizadas uma série de ações de prevenção e controle. Dentre os protocolos a serem seguidos está a higienização das mãos e o gerenciamento do uso de antimicrobianos, substâncias capazes de reduzir a presença de fungos e bactérias. Em um ambiente hospitalar, a limpeza e desinfecção é uma etapa importante em todo processo.

De acordo com Augusto Boccia, gerente regional de operações da APOIO, empresa especializada em facilities na área de saúde, as infecções podem ocorrer por microrganismos presentes no paciente, mas essa não é a única causa. “Esses microrganismos podem, também, se manifestar em um ambiente hospitalar mal higienizado potencializando as chances se espalharem, ou serem transmitidos por outra pessoa, seja ela da equipe de assistência, acompanhante ou visitante. Por isso, a importância de seguir os protocolos, principalmente na limpeza do local”. São muitos os transmissores de contaminação que ocasionam a infecção. Boccia explica que a água, alimentos e até poeira também são canais que podem afetar o paciente.

Para apurar os casos, cada instituição possui uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar – CCIH. Quando algum paciente é afetado, cabe a essa área investigar as causas e como ela foi contraída. Segundo o executivo, a APOIO, por exemplo, trabalha em parceria com o CCIH das instituições onde atua. O gerente regional de operações explica que a adequação aos protocolos de limpeza de cada hospital é fundamental para driblar o problema. “Quando há um caso comprovado de infecção hospitalar dentro da unidade de saúde, nos reunimos com as equipes de CCIH para elaborar a estratégia mais eficiente para corrigir processos para que o problema não ocorra novamente”, diz o porta-voz.

Cuidados com as infecções

Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que no Brasil, a taxa de infecções hospitalares atinja 14% das internações. As principais recomendações para prevenir o contágio, envolvem hábitos e cuidados dos pacientes e dos profissionais de saúde. Higienizar corretamente mãos e instrumentos de trabalho são exemplos de boas práticas. O cuidado deve ser estendido também aos visitantes, para não colocar em risco a vida do paciente. Evitar contato como abraços e beijos é recomendável.

Enquanto estiver internado, o paciente pode tomar algumas precauções, como perguntar ao médico como ele pode ajudar na prevenção. Cobrar do serviço de saúde a disponibilidade de álcool em gel para a higiene das mãos, próximo ao quarto ou aos leitos, é outra medida. Em caso de dúvidas, é importante procurar o responsável pela CCIH, obrigatória para qualquer hospital.

Atenção redobrada na UTI

Nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) concentram-se pacientes clínicos ou cirúrgicos mais graves, necessitando de suporte contínuo de suas funções vitais. Pessoas nessas condições têm ainda maior probabilidade de contrair infecções, pois o uso de equipamentos invasivos, como cateter e respirador (para ventilação mecânica), facilitam a entrada de bactérias e vírus. Lesões na pele do paciente também são portas de entrada para essas infecções.

Em UTIs gerais, as infecções urinárias, respiratórias e associadas a cateteres vasculares são as mais frequentes. Os protocolos estabelecidos para a prevenção à IRAS são os mesmos utilizados em outros ambientes. Se houver alguma variação de processo ou protocolo é por exigência da CCIH da unidade de saúde. “As Unidades de Tratamento Intensivo são consideradas áreas críticas e requerem mais atenção das equipes de limpeza e higienização”, diz Augusto Boccia.

Limpeza do ambiente

A limpeza hospitalar é bem específica e tem como objetivo controlar, reduzir, prevenir e até eliminar riscos que possam comprometer a saúde. A desinfecção de áreas potencialmente contaminadas é crucial no controle do ambiente. “Após identificado o microrganismo responsável pela infecção, a higiene do ambiente deve contar com os produtos adequados ao processo de limpeza para eliminar o risco de proliferação e manter os demais pacientes em segurança”, conta Augusto. O profissional, familiarizado com os processos, explica que no caso da APOIO, empresa em que trabalha, o compromisso com as normas estabelecidas por órgãos na área de saúde é obrigatório. “No caso da APOIO, além dos protocolos de praxe, também seguimos rigorosamente as orientações e normas estabelecidas pela Anvisa e entidades certificadoras como ONA, JCI, QMentum International entre outras”, finaliza.

Augusto Boccia garante o compromisso da APOIO com as normas estabelecidas pelas instituições reguladoras, mantendo o alto nível de exigência em excelência. “Em nossos protocolos de limpeza também seguimos rigorosamente as orientações e normas estabelecidas pela Anvisa e entidades certificadoras como ONA, JCI, QMentum International entre outras”, finaliza.

SEGS

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